WWDC 2008: my take

Depois da poeira dos anúncios da WWDC assentar (e de ter feito um teste esta manhã), chegou a altura de dar a minha opinião sobre a Keynote.

O seguimento da Keynote foi feito na sala de IRC que o David Rodrigues criou, no MacRumorsLive, no Engadget e num stream sonoro que foi disponibilizado online no site Ustream. A experiência não foi a melhor. A todos os que estávamos a comentar a keynote no canal de IRC, pareceu-nos que estivemos mais de uma hora a apanhar uma seca e que a parte interessante só foram os últimos 20 minutos, onde foi apresentado o iPhone 3G. Não podia-mos estar mais equivocados, se tiverem tempo, vejam a Keynote em video. Acreditem que vão gostar de ver os programas que foram demonstrados, que dão um cheirinho do que vamos poder ver na AppStore no seu lançamento em Setembro.

Download video: 1.18Gb – Link

Acreditando que já todos sabem o que foi apresentado na Keynote, ficam de seguida as minhas opiniões sobre os diversos tópicos abordados. Se não acompanharam a keynote, deixarei os links para cada produto para poderem explorar posteriormente.

iPhonehttp://www.apple.com/iphone/

O foco principal da Keynote foi a apresentação das novas funcionalidades do iPhone.

Destas novas funcionalidades, destaco:

– O suporte para a plataforma da Microsoft Exchange 2007. Esta plataforma é basicamente um standard no mundo empresarial, e o que a Apple fez com a adopção desta plataforma foi viabilizar a entrada do iPhone no mundo empresarial.

– A inclusão do protocolo 802.1X, o que permitirá aos utilizadores de iPhones e iPod Touch o acesso às redes privadas das empresas e das universidades (eudoram no IST por exemplo funciona sobre este protocolo).

– A solução da Apple para o problema das background apps. À primeira vista parece uma solução muito interessante. Deixar o processamento de pedidos nas mãos dos servidores dos developers e mandar uma notificação a um iPhone a dizer que tem um evento à espera numa aplicação que não está a correr. O utilizador é avisado, e quando lançar a aplicação, recebe a informação toda vinda dos servidores dos developers. Resta ver é a implementação dos clientes de instant messaging, por exemplo, vão lidar com o sistema.

– Sistema de reconhecimento de caracteres asiáticos. Não que me interesse, mas sempre é um bom exemplo do que se pode fazer com o touchscreen do iPhone.

– 3G, para muitos era o que faltava ao iPhone para ser o telemóvel perfeito. Estes já não se podem queixar.

– A-GPS. Algo não essencial para mim. Mas se vem incluido nos $199 que custa o iPhone não me posso queixar.

Entretanto já foram mostrados previews de programas, dos quais destaco o preview da ArsTechnica da versão para iPhone do NetNewsWire (link está no post anterior). Cheira-me que me vai dar muito jeito para que as aulas passem mais depressa.

Resta saber se será permitido enviar apps para o iPhone gratuitamente se, por exemplo, um cliente comprou a versão desktop dum programa. Isto é, por exemplo, tendo eu comprado o MarsEdit e se hipotéticamente o Daniel Jalkut lançasse uma versão para iPhone do programa, eu podia ir buscar gratuitamente essa aplicação, mas quem não tivesse a versão Desktop teria que pagar um valor x pela mesma.

Está confirmado que vamos ter o iPhone cá em Portugal dia 11 de Julho, isto claro se os camionistas acabarem com os piquetes de greve até lá, resta saber o preço em Euros e os preços dos tarifários. Ao câmbio actual, a versão de 8Gb ficaria por €127 e as versões de 16Gb a €192. E o tio Steve disse que iria custar “a maximum of $199” na maioria dos países.

MobileMehttp://www.apple.com/mobileme/ www.me.com

Não sou utilizador nem da plataforma .mac, nem o sou do Google Calendar por exemplo. Mas se vier a comprar um iPhone irei com a maior das certezas experimentar o serviço já que tem um trial time de 60 dias, o que deve dar para ver as capacidades do mesmo. Depois verei se valerá a pena pagar os $99 anuais. Pelo que vi na Keynote, tem muito potencial.

10.6 Snow Leopardhttp://www.apple.com/macosx/snowleopard/

Tendo em conta que o que nos foi dado a saber deste nova versão do OS X, tenho três observações a fazer.

A concorrência é tão boa que a Apple se pode dar ao luxo de congelar as user features, lembrem-se que foram mais de 300 para o Leopard (10.5), para se poderem concentrar em optimizar o código do sistema operativo, prepara-lo para o futuro e introduzir novas frameworks internas. Destas frameworks internas, uma é dedicada ao processamento (paralelo em) multi-core (GrandCentral) e a outra para utilizar o poder de processamento das placas gráficas em aplicações “não gráficas” (OpenCL), algo que a nVidia também está a desenvolver com a sua plataforma CUDA.

Como pagaram o licenciamento do Exchange para poder utilizar o ActiveSync, fazem também o favor de o incluir no Mac OS X (Desktop) e logo ai atraem mais empresas à plataforma Mac.

Estamos a um ano de distância do seu lançamento, e resta ver o preço que lhe vão dar. Com as features que conhecemos até agora, não sei até que ponto é que o utilizador comum, a quem pouco lhe interessa o Grand Central e o OpenCL, estará disposto a dar os $129 do costume.

A versão Server vai trazer suporte para o tão esperado sistema de ficheiros da SUN, ZFS. A questão que se coloca é: “Porque é que só a versão Server vai ter suporte para o ZFS?”

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Uma resposta to “WWDC 2008: my take”

  1. Ska Says:

    antes de mais:
    “podiamos” e não “podia-mos”.Aliás, “podia-mos” nem sequer existe. Não é um neologismo, é um madrilogismo

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